Site Autárquico de Alvito

Caraterização

Alvito é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, com cerca de 1 250 habitantes.

É sede de um município com 264,85 km² de área e 2 504 habitantes (2011),subdividido em 2 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Viana do Alentejo, a este por Cuba, a sul e oeste por Ferreira do Alentejo e a oeste por Alcácer do Sal.

O nome Alvito provém de Olivetto, que significa olival, facto comprovado pelas oliveiras milenares que se encontram no concelho.

População:

Número de habitantes 

1960

1970

1981

1991

2001

2011

2 850

3 465

2 968

2 650

2 688

2 504

(Obs.: Número de habitantes que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

 

Número de habitantes por Grupo Etário 

 

1900

1911

1920

1930

1940

1950

1960

1970

1981

1991

2001

2011

0-14 Anos

975

1 436

1 356

1 545

1 838

1 661

1 278

840

569

444

350

325

15-24 Anos

548

669

749

845

1 043

970

908

435

397

288

355

261

25-64 Anos

1 362

1 766

1 590

1 808

2 403

2 393

2 289

1 760

1 434

1 256

1 249

1 212

= ou > 65 Anos

220

237

277

280

333

367

375

430

568

662

734

706

> Id. desconh

2

16

6

1

2

             

(Obs.: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no concelho à data em que eles se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente.)

 

Por decreto de 03/04/1871, a freguesia de Torrão, que pertencia ao concelho de Alvito, passou a fazer parte do de Alcácer do Sal, do distrito de Setúbal. Por decreto de 17/10/1876, a freguesia de Odivelas, também pertencente ao concelho de Alvito, passou a fazer parte do concelho de Ferreira do Alentejo.

Os testemunhos mais antigos que se conhecem da presença humana no concelho remontam ao Neolítico, existindo vários vestígios que asseguram a presença do Homem durante a Idade do Cobre, do Bronze e do Ferro.

A ocupação intensa levada a cabo pelos romanos fez-se sentir logo no início do século I, subsistindo ainda vários testemunhos desta presença, de que são exemplos as villae de S. Romão, de S. Francisco e Malk Abraão. Também visigodos e muçulmanos ocuparam estas antigas villae, dando continuidade à ocupação romana.

Conquistada pelos portugueses em 1234, a povoação de Alvito é doada a D. Estêvão Anes em 1251, chanceler-mor do reino, por D. Afonso III e pelos Pestanas de Évora. A partir desta data, sobretudo através da ação do chanceler, procede-se ao seu repovoamento, passando Alvito a ser uma povoação com dimensões consideráveis para a época.

Em 1279 morre D. Estêvão Anes, ficando a vila em testamento para a Ordem da Santíssima Trindade, a qual lhe concede carta de foral, idêntica à de Santarém, a 1 de agosto de 1280. Tal documento viria a ser confirmado por D. Dinis, em 1283. Em 1387, D. João I doa Alvito a D. Diogo Lobo, em troca dos bons serviços prestados na batalha de Aljubarrota (1385) e na conquista de Évora aos espanhóis (1387), ficando a vila ligada à história desta família ao longo de todo o período que durou o regime monárquico.

A 24 de abril de 1475, D. Afonso V concede ao Dr. João Fernandes da Silveira, marido de D. Maria de Sousa Lobo, o título de Barão, passando Alvito a ser o «cérebro» da primeira baronia instituída em Portugal. Nesta época, já a povoação desfrutava de um crescimento acentuado, fruto da conjuntura favorável em que o reino se encontrava e que permitiu um forte crescimento populacional em todo o país. Tal crescimento teve fortes repercussões na economia da vila, dado que Alvito passa a ser um dos principais centros político-económicos de todo o Alentejo, durante o período moderno, tendo quase 1700 habitantes e 364 fogos, segundo as estatísticas do censo de 1527. Este facto justifica o esplendor que se pode observar em muitos monumentos: o castelo, a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de Nossa Senhora das Candeias, bem como na representatividade da arte manuelina de Alvito.

Acessibilidades e infraestruturas:

A sua situação geográfica de Alvito permite-lhe fácil acesso quer por rede rodoviária quer por rede ferroviária.

A linha ferroviária que serve o concelho disponibiliza os serviços de comboios intercidades e regional, que fazem a ligação entre Lisboa e Beja. Neste dois pontos cruzam-se outras linhas da rede ferroviária vindas de diversos pontos do país.

Quanto às vias rodoviárias é de referir que a vila de Alvito se encontra localizada a 173Km de Lisboa, a 37Km de Beja, a 43Km de Évora, a 198Km de Faro e a 147Km de Badajoz (Espanha). O melhor percurso rodoviário vindo de Lisboa é pela A2 (Ponte 25 de Abril) ou pela A12 (Ponte Vasco da Gama), seguindo pela A6 em direção a Évora. Depois, deverá seguir pela EN254 até Viana do Alentejo, para finalizar com a passagem pela EN257 até Alvito.

Vila Nova da Baronia, outrora chamada Vila Nova de Alvito, Vila Nova a par de Alvito e Vila Nova a par de Viana, tendo recebido o atual nome no século XVIII, por fazer parte dos domínios do barão de Alvito. Foi vila e sede de concelho entre 1280 e 1836. Era constituída apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 704 habitantes.
A povoação é muito antiga e existem vestígios que datam da época dos romanos.
Vila Nova da Baronia teve o primeiro foral atribuído pelo provincial da ordem de Santa Trindade, a 18 de Agosto de 1280 O novo foral foi-lhe atribuído por D. Manuel I em Lisboa a 20 de Novembro de 1516, conforme o que consta no Livro de Forais Novos do Alentejo.
Não há dúvida alguma que o povoamento do território desta freguesia ascende a épocas não apenas anteriores ao século XII, mas que remontam por certo a épocas anteriores à ocupação romana.
Vila Nova da Baronia teve, inicialmente, o nome de "Vila Nova de a par de Alvito" e, depois, "Vila Nova de Alvito", passando em 1708 para o atual nome de Vila Nova Da Baronia por pertencer ao mesmo donatário, Conde e Barão de Alvito.
Foi elevado à categoria de concelho no mesmo ano de 1708, o qual foi extinto em 1836, passando a ser parte integrante do atual concelho de Alvito. Existe como recordação dos 128 anos em que foi concelho, o Pelourinho, hoje colocado na praça da República e classificado de monumento nacional.

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